sábado, 31 de julho de 2010

Filmes sobre autismo

O AUTISMO VISTO PELO CINEMA



Marcelo Bolshaw Gomes



Diz a lenda que, certa vez, pediram uma música a John Lenon: “Aquela que fala de amor”. Ao que respondeu o compositor: “Mas todas nossas canções falam de amor”. O mesmo acontece com o cinema, pois, quando tentamos lembrar dos filmes sobre comportamentos irracionais, pensamos que 'todos os filmes são sobre a loucura'. A loucura sempre foi um 'objeto' privilegiado do cinema. E de uma forma ambígua: ora como antagonista, ora como protagonista. Nos filmes favoráveis à racionalidade (geralmente de ação e romance), ela sempre foi o vilão e está associada à violência. A maldade é explicada como loucura e o herói é o homem racional. Nos filmes contrários à razão (frequentemente nas comédias de costumes), o louco é um anti-herói, um sábio às avessas, um artista incompreendido ou ainda uma forma satírica de crítica ao poder.

Filmes sobre o drama de ser louco são mais raros e bem mais recentes. Nos últimos 40 anos, no entanto, esses dramas não só se multiplicaram como também se especializaram em diferentes tipos de psicopatologia. Há filmes dramáticos sobre artistas esquizofrênicos, sobre assassinos psicopatas, sobre jovens psicóticos e rebeldes, sobre mulheres histéricas … e há filmes específicos sobre autismo.

Há uma primeira geração de filmes sobre o drama do autismo em que os portadores são representados de bastante forma caricatural, isto é, simplificada e bem distante da realidade. Rain man (1988); Forrest Gump, o contador de histórias (1994); e Código para o inferno (1998) – são três filmes que colaboraram muito para divulgar o autismo, embora de modo bem diferente de sua verdadeira realidade.

Rain man, além de ter sido sucesso de público e de crítica, foi também um marco revolucionário no sentido de divulgar e promover uma compreensão pública ampliada dos sintomas do comportamento autista e da possibilidade de convivência familiar com os portadores. O filme conta a história de Charlie Babbitt (Tom Cruise), um jovem boa vida que viaja a um hospital psiquiátrico para tentar descobrir quem é o beneficiário da fortuna que seu pai deixara ao falecer. Ao chegar ao hospital, Charlie descobre que o beneficiário é Raymond (Dustin Hoffman), um irmão mais velho autista de quem nunca ouvira falar. Para garantir o dinheiro da herança, Charles se aproxima de Raymond, disposto a brigar judicialmente pela guarda legal do irmão. Os dois então viajam pelos EUA, se conhecendo melhor, aprendendo a conviver e passando por inúmeras dificuldades juntos. Aos poucos, o laço de afeto entre os dois irmãos ganha força e o dinheiro deixa de ser importante. Levando-se em consideração o momento, o filme ensina a convivência com autismo e desmistifica o preconceito.

Um segundo passo será dado com o filme Forrest Gump, dirigido por Robert Zemeckis com Tom Hanks no papel-título. O filme narra quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de um anti-herói autista que, por obra do acaso e de um modo meio cômico, consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate. Trata-se de uma poetização do autismo, que ressalta várias capacidades reais do autista (de viver com autonomia, de realização pessoal e profissional do portador por outros meios), mas romantiza demais sua vida.

Há ainda, nessa primeira geração do olhar cinematográfico sobre o autismo, o filme Código para o inferno. Nele o agente decadente do F.B.I Arthur Jeffries (Bruce Willis) tenta a todo custo defender da morte Simon Lynch (Miko Hughes), um menino de nove anos autista que código secreto e está sendo perseguido pelo governo americano. Apesar do enredo voltado para aventura e para o suspense, esse é, dos três filmes, o que apresenta mais elementos significativos (certamente é o filme que teve mais pesquisa) para compreensão do autismo, pois o desenvolvimento da trama depende da comunicação entre o agente Jeffries e o garoto Simon – o que passa para o público a real sensação de incapacidade autista. No entanto, em nenhum momento, o filme quis ou pretendeu dar uma solução definitiva a esse impasse pois sua proposta é a de mostrar o comportamento autista em um filme de aventura e não o de fazer um filme sobre as caraterísticas do autismo ou sobre as dificuldades de seus portadores.

Essa mesma estratégia (de colocar portadores de forma trivial em narrativas com outros focos) pode ser observada também em outros filmes recentes como Querido John, um drama romântico que incorpora o autismo com naturalidade ao cotidiano de seus personagens em segundo plano.

Filmes de autoajuda

Há também um segundo tipo de filme abordando o tema do autismo, mas interessado em focar um público mais próximo do comportamento. São filmes de autoajuda ou filmes pedagógicos. Por exemplo: Meu filho, meu mundo (Son-Rise, A miracle of love) de 1979, que conta a história autobiográfica da família que fundou o método Son-rise, após se confrontar com os tratamentos behaviouristas do autismo. Trata-se de um filme obrigatório no que diz respeito a alertar as famílias dos portadores contra os tratamentos comportamentais baseados em castigos e punições.

Também incluímos nessa categoria de autoajuda filmes mais leves, como Simples como amar (The other sister, 1999), em que, após se formar em uma escola especial, a portadora Carla Tate (Juliette Lewis), apesar de ser intelectualmente limitada, não quer voltar para casa de seus pais em São Francisco, planejando morar sozinha, ter uma vida independente e se libertar da presença da supercontroladora mãe (Diane Keaton), que a vigia de forma sufocante. Este desejo de autonomia aumenta quando Carla começa a namorar Danny McMann (Giovanni Ribisi), um jovem que, como ela, também é autista e já mora sozinho. É preciso dizer que a caricatura de supermãe feita por Diane Keaton desperta gostosas risadas dos portadores de comportamento autista e a fúria indignada de suas mães. E, é claro, o filme minimiza as dificuldades.

Outro filme importante de ser citado é Um certo olhar (Snow Cake, 2006). Alex (Alan Rickman) é um taciturno inglês que está no Canadá para se encontrar com a mãe de seu falecido filho. No caminho ele dá carona para Vivienne (Emily Hampshire), jovem que vai visitar a mãe. Na viagem um caminhão atinge o carro, matando Vivienne. Alex sai então à procura da mãe da jovem. Ao encontrá-la, descobre que ela (Sigourney Weaver) é autista. Linda não tem qualquer reação ao saber da tragédia, mas Alex decide ficar com ela até o funeral. É quando ele conhece Maggie (Carrie-Anne Moss), a vizinha com quem se envolve. Weaver está impecável como autista e de todos os filmes já citados, esse é o mais próximo da realidade.

Filmes especiais

E finalmente é preciso dizer que existem filmes especiais para pessoas especiais. E não simplesmente sobre pessoas especiais. Pode-se dizer que os primeiros filmes que tratavam o autismo de forma caricatural eram direcionados para o público não-autista, que a geração de filmes de autoajuda era voltada para consolar e orientar os pais, amigos e familiares próximos aos portadores; e que, apenas recentemente, o cinema passou a focar sua mensagem para os próprios autistas, ou melhor: para porção autista que há em todos nós.

Chocolate (Thai, 2008) é um desses filmes. Zin (Ammara Siripong) é uma integrante da máfia tailandesa que foi expulsa da organização após se envolver com um membro do alto escalão da Yakuza, Masashi (Hiroshi Abe). Ela engravida de Masashi e dá a luz a Zen (Yanin “Jeeja” Vismitananda), uma menina que nasceu com autismo, mas com uma incrível habilidade de aprender a lutar apenas com sua memória fotográfica. A primeira vista, esse breve enredo apenas contextualiza mais um filme de artes marciais, uma tragédia tailandesa, em que uma menina autista mata todo mundo e morre de apanhar no final - um terror para os pais e professores. No entanto, observando melhor se perceberá que a intenção principal do filme é demonstrar que a teimosia pode ser converter em treinamento. Atriz que faz a protagonista é realmente autista e realmente luta artes marciais sem dublê – como se pode ver nas tomadas após o final da estória. Os portadores de síndromes do espectro autista geralmente sofrem muito por não saberem se defender e ter acessos de raiva. A mensagem de Chocolate é: toda agressividade pode ser canalizada em objetivos, aprenda a se defender e não gaste energia.

A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland, 2009) é menos violento que Chocolate mas também vê o mundo a partir de uma perspectiva autista, levando o público a pensar e a sentir como se fosse um portador. Phoebe (Elle Fanning) é uma menina rejeitada pelos seus colegas de classe, que deseja mais do que tudo participar da peça de teatro da escola, Alice no País das Maravilhas. Phoebe tem a Síndrome de Tourette e toda narrativa segue a lógica da protagonista. Aliás, outra caraterística desta terceira geração do olhar cinematográfico sobre o autismo é que os filmes se especializaram ainda mais, enquadrando as diferentes síndromes do transtorno de comportamento. A síndrome de Asperger por ser a mais conhecida do espectro autista é a que rendeu mais filmes até o momento.

Loucos de Amor (Mozart and Whale, 2005) Donald Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell) sofrem da síndrome de Asperger, uma espécie de autismo que provoca disfunções emocionais. Donald trabalha como motorista de táxi, adora os pássaros e tem uma incomum habilidade em lidar com números. Ele gosta e precisa seguir um padrão em sua vida, para que possa levá-la de forma normal. Entretanto ao conhecer Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua vida. O filme teve e tem uma importância significativa para muitos portadores da síndrome de Asperger, uma vez lhes dá um modelo e uma esperança de relacionamento. É que devido a dificuldade de se relacionar, a maioria dos aspies são extremamente sozinhos e imaturos, muitos nunca tiveram a oportunidade de experimentar um romance.

No entanto, nesse sentido, o melhor filme sobre Asperger já realizado é Adam (2009) dirigido por Max Mayer. Nele, rapaz solitário e programador brilhante (Hugh Dancy), portador da síndrome de Asperger, desenvolve uma romance com sua vizinha que é normal, a escritora Beth (Rose Byrne). O filme é tão fiel à realidade dos Aspergers, que muitas pessoas (no mundo todo) já se autodiagnosticaram após assisti-lo.

Há também Mary and Max (2009). Uma animação sobre a amizade através de cartas entre Mary - uma solitária menina de oito anos que vive no subúrbios de Melbourne; e Max - um portador de Asperger de 44 anos que vive em Nova Iorque. O filme segue o mesmo tom sarcástico e tragicômico caraterístico dos aspies, beirando o humor negro e a melancolia, procurando dizer coisas difíceis de modo engraçado. Na verdade, é uma estória bela e triste.

A atenção da mídia para o tema Asperger nos EUA hoje é bem forte: recentemente houve até um candidata aspie (Heather Kuzmichd) no reality-show America´s Next Top Model; e há atualmente vários seriados no ar (Bones, The Big Bang Theory e Regenesis) que têm personagens portadores da síndrome. No Brasil, no entanto, ainda reina a desinformação e o preconceito; há pouco espaço na mídia e esses filmes ainda não são de amplo conhecimento – daí a razão do presente texto, que sistematiza essas iniciativas e incentiva que se realizem outras.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Brasileiro dirige peça sobre o autismo em Nova Iorque

Estreiou dia 22 de julho, no T. Schreiber Studio & Theatre em Nova Iorque a peça “Alien Child”, dirigida por Guilherme Parreiras. A história aborda a luta de uma família para lidar com o autismo, e mostra um garoto de 16 anos que tenta se afastar da irmã doente para viver a própria vida.

Escrita por Jim Shankman, a peça mostra um casal já cansado de cuidar de Charlie (Olivia Killingsworth), a garota autista que é irmã gêmea de Jonah (Ken Jansen). A contratação de um terapeuta devolve ao pai, Ben (Michael W. Murray), a esperança de cura, enquanto Sarah (Kelly Haran), a mãe, acredita mais na própria capacidade para cuidar da filha.

Em entrevista por telefone, Guilherme Parreiras falou sobre a peça e a abordagem do tema autismo. Convidado pela T. Schreiber, onde já estudou, o diretor disse que o trabalho antes da estréia é uma oficina, onde todos trabalham o roteiro e desenvolvem os personagens aos poucos. A intenção é fazer uma produção completa no futuro, segundo ele. O autor, de acordo com Guilherme, está presente de vez em quando.

Sobre o tema, o brasileiro disse que o autismo está despertando o interesse público. “Está se tornando uma espécie de epidemia nos Estados Unidos”, disse ele. Segundo estatísticas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, uma em cada 110 crianças americanas nasce com autismo. “Não existe cura, eles (os cientistas) ainda não sabem o que está causando isto”.

O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo e de estabelecer relacionamentos. Os cientistas acreditam que a doença seja causada por fatores genéticos e ambientais. Segundo uma pesquisa, se um dos gêmeos idênticos tiver autismo, o outro tem de 60% a 90% de chance de também ter a doença.

Conflitos

De acordo com Parreiras, a peça aborda as dificuldades do dia a dia da família, em relação ao autismo, bem como questões morais. “O que deve ser feito, o que é melhor para a Charlie. Existem opiniões diferentes. A família entra em conflito. Assim como os cientistas ainda não sabem as causas, as pessoas que vivem com isso às vezes também tem dificuldade de lidar com isso”.

O diretor explicou que a peça não tem a intenção de oferecer sugestões de como lidar com o autismo ou uma resposta, e sim mostrar como é a vida de uma família que convive com o autismo. Para dirigir “Alien Child”, Guilherme leu artigos e assistiu a vários documentários. Nos filmes, teve a oportunidade de ver os diferentes tipos de autismo. “Assisti cerca de 10 documentários”.

Através da dramatização do assunto, Parreiras e o elenco esperam abrir mais debates entre o público.

O elenco de “Alien Child” conta com ainda com Pat Patterson, no papel de Ms. Ravitch, e Meghan Wilson, que interpreta Sally. A exibição vai de 22 a 25 de julho, e de 30 de julho a 1° de agosto. Os ingressos custam $5 (admissão geral). Reservas através do e-mail Theatre@tschreiber.org. O T. Schreiber Studio & Theatre fica no 151 W 26th Street, telefone (212) 741-0209.


Da redação do ComunidadeNews.com

domingo, 25 de julho de 2010

Lionel Messi

Nem Cruijff nem Ronaldinho. E nem Maradona. Para os adeptos do Barça a oitava maravilha é Messi. Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.


É uma desforra bem pessoal, a história do menino autista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo. É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de "La Pulga". E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.


E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?


O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal. Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.


Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário. Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando golos atrás de golos. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.


Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha. E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida. Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona... E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.


Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino. Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato. E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito.


Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, a milagrosa hormona fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de... 1,69 metros!


No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipa B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no "Miniestadi". Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipa principal. A 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. A 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou ao Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.


Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça "de las seis copas": campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!!!


O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de... 250 milhões de euros!!! E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, vencendo qualquer coisa como... 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos...


Lionel Andrés Messi, 22 anos (24/06/1987)


Nacionalidade: Argentina


Palmarés: Campeão de Espanha (2005, 2006, 2009), Taça do Rei (2009); Supertaça de Espanha (2005, 2006, 2009); Liga dos Campeões (2006, 2009); Supertaça Europeia (2009); Mundial de Clubes (2009).

http://tiri-ri.blogspot.com/2010/05/uma-licao-de-vidalionel-messi.html